Geral / Fevereiro 3, 2018

Lista de Desejos

Este ano, pela primeira vez, fiz uma Lista de Desejos para 2018. Uma bucket list, como se diz em estrangeiro. Também fiz a outra, como faço sempre, a dos objetivos, aquela que me obriga a partir tanta pedra o ano inteiro que…

…chego ao fim derreada das forças. Porque são sempre fasquias altíssimas, desde o ponto de desvantagem de onde parti para os alcançar, até ao tempo necessário para começarem a aparecer sinais da sua materialização. Mas, este ano, propus-me, paralelamente, um conjunto de concretizações que mais têm a ver com experiências, momentos, caprichos ou mimos pessoais. Parti para Janeiro com o meu planeamento estratégico muito bem definido, nas duas áreas profissionais que estou a desenvolver e na área da saúde que precisava de uns ajustes. Mas parti, ao mesmo tempo, com esta missão de pôr em prática aquela dezena de desejos antes de ir daqui deste mundo para outro qualquer.

No fundo, mais não fiz do que imprimir a mim própria a mesma fórmula que utilizo com as pessoas ou as equipas que acompanho. Por cada tarefa hercúlea a alterar – ou a manter – ações que são difíceis como o raio, há uma proposta de recompensa que equilibra o jogo emocional. Porque são as emoções que alavancam todos os nossos processos, mais simples ou mais complexos. Se ativarmos emoções negativas, dificilmente conseguimos a motivação necessária para o efeito pretendido, ou sustentamos continuadamente o foco da nossa atenção no sítio certo. As emoções negativas como a tristeza, a desesperança ou o medo disparam no nosso sistema límbico hormonas que nos inibem de tomar atitudes positivas. O nosso raciocínio é invadido por crenças que nos garantem que nada vai mudar, não somos capazes, não vale a pena.

Temos, portanto, de criar um equilíbrio nessa balança. Precisamos de experiências que desencadeiem emoções positivas para avançar. São o otimismo, a esperança ou o entusiasmo, por exemplo, que nos impelem a fazer coisas diferentes, a correr novos riscos e a dar passos adiante. A questão é que essa balança do deve e do haver emocional não funciona como um toma lá, dá cá, semelhante às contas da mercearia. Era bom porque assim era mais fácil. Levaste um resposta torta, então dá cá um abraço e já está. Não recebeste um email decisório para fechar o relatório do mês, então toma lá uma fatia de bolo do aniversário da Maria Teresa da receção e pronto. Infelizmente, não é assim. Pesquisas há que afirmam que, por cada acontecimento negativo, são necessários três acontecimentos positivos para o cérebro se reequilibrar energeticamente. Um rácio de 3 para 1. É preciso, portanto, uma atenção redobrada, ou triplicada, a esta equação emocional, de um modo permanente, para que não entremos em déficites que nos desequilibram mais do que o nosso limite aguenta.

Em Janeiro cumpri, então, o plano mensal de objetivos traçados para alcançar os meus objetivos semestrais. Cumpri-os nas duas áreas profissionais a que estou dedicada e também nas questões da saúde. Cumpri-os e até os suplantei nalguns parâmetros, pelo que aquilo que me apeteceu foi compensar-me logo com a concretização de meia dúzia de desejos da minha Lista. Assim logo à bruta porque nós, seres humanos, se não nos vigiarmos muito bem, temos mesmo tendência para o exagero. Fiquei-me então apenas por um, assim ao calhas, aquele que mais facilmente consegui realizar. Mas senti que, finalmente, estou a tratar quase tão bem de mim como trato dos meus queridos clientes. Mas isto, claro, o potencial para melhoras não tem felizmente fronteiras.

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